
O nível de maturidade ainda é bastante heterogêneo. Algumas empresas já possuem estruturas consolidadas de governança, integração e disponibilização de dados geoespaciais, enquanto outras ainda trabalham com informações fragmentadas, arquivos dispersos e processos muito dependentes de pessoas.
De forma geral, a mineração avançou significativamente na produção de dados, mas ainda precisa evoluir na capacidade de organizá-los, integrá-los e transformá-los em informação corporativa confiável.
O principal desafio é superar a fragmentação entre áreas, sistemas e fornecedores. Cada departamento costuma produzir dados com estruturas, padrões, escalas, nomenclaturas e níveis de qualidade diferentes.
A integração exige uma arquitetura corporativa de dados, padrões comuns, responsabilidades bem definidas, interoperabilidade entre sistemas e uma governança que permita que a informação seja compartilhada sem perder sua origem, qualidade e rastreabilidade.
Produzir dados não significa necessariamente produzir inteligência. Muitas organizações possuem grandes volumes de informações, mas não sabem exatamente onde elas estão, quem é responsável por sua atualização ou qual versão deve ser considerada oficial.
Também existem dificuldades relacionadas à qualidade, duplicidade, falta de metadados e baixa integração entre sistemas. Para apoiar decisões, os dados precisam ser confiáveis, atualizados, contextualizados e acessíveis no momento adequado.
Esses elementos constituem a base da transformação digital. Sem dados organizados, atualizados e rastreáveis, qualquer iniciativa de automação, analytics ou inteligência artificial terá resultados limitados.
A governança estabelece responsabilidades, padrões, critérios de qualidade e processos de atualização. Já a rastreabilidade permite conhecer a origem da informação, as transformações realizadas e sua confiabilidade para cada tipo de decisão.
Essas soluções estruturam um ambiente corporativo no qual os dados podem ser organizados, catalogados, integrados e disponibilizados de maneira segura.
Uma Infraestrutura de Dados Espaciais não é apenas um mapa ou um sistema de visualização. Ela envolve dados, tecnologias, padrões, processos e pessoas.
Os geosistemas e as plataformas WebGIS permitem que diferentes áreas acessem uma visão comum do território, reduzindo retrabalho, duplicidade de informações e decisões baseadas em dados desatualizados.
“Uma Infraestrutura de Dados Espaciais não é apenas um mapa ou um sistema de visualização. Ela envolve dados, tecnologias, padrões, processos e pessoas.”
O IUBI foi concebido para atuar como um ambiente integrado de organização, disponibilização e análise de informações provenientes de diferentes fontes.
A plataforma busca conectar dados geoespaciais, sistemas corporativos, documentos, indicadores e serviços tecnológicos em uma experiência única de acesso.
Seu objetivo é facilitar a localização, a compreensão e o uso das informações, permitindo que diferentes perfis da organização trabalhem sobre uma base corporativa comum e confiável.
Essas tecnologias já apresentam aplicações práticas em diversas etapas da cadeia mineral. Entre elas estão a geração de alvos exploratórios, classificação de imagens, identificação de alterações no uso do solo, monitoramento ambiental, acompanhamento de estruturas, detecção de mudanças, análise de riscos, planejamento territorial e apoio à fiscalização.
O maior ganho ocorre quando essas tecnologias são integradas aos processos operacionais e utilizadas de forma contínua, e não apenas como estudos isolados.
Antes de ampliar o uso da inteligência artificial, as empresas precisam estruturar seus dados, definir fontes oficiais, implementar processos de controle de qualidade e estabelecer uma arquitetura de integração.
Também é necessário documentar os dados, preservar sua rastreabilidade e definir regras claras de acesso e responsabilidade.
A inteligência artificial potencializa aquilo que já existe: dados bem estruturados geram melhores resultados, enquanto dados inconsistentes ampliam riscos e incertezas.
Em um projeto desenvolvido para uma operação de grande porte, diferentes áreas utilizavam bases geográficas dispersas, com duplicidades, versões divergentes e dificuldades para localizar informações atualizadas.
A GE21 estruturou uma arquitetura integrada de dados, implantou processos de organização e controle de qualidade e disponibilizou as informações por meio de uma plataforma corporativa.
Como resultado, a empresa passou a trabalhar com fontes mais consistentes, reduziu retrabalhos, aumentou a rastreabilidade e tornou o acesso à informação mais rápido para as equipes técnicas e gerenciais.
Os visitantes poderão conhecer soluções da GE21 relacionadas à transformação digital da mineração, incluindo governança e integração de dados geoespaciais, Infraestruturas de Dados Espaciais, plataformas WebGIS, GeoAI, sensoriamento remoto, geoanalytics, captura da realidade e gêmeos digitais.
Também apresentaremos o conceito e as aplicações do IUBI como ambiente de integração de informações.
Mais do que demonstrar tecnologias, queremos discutir os desafios concretos das empresas e como transformar dados dispersos em inteligência aplicada à operação, ao planejamento e à tomada de decisão.

